terça-feira, 4 de julho de 2017

MUSPE ABRE NOVA CAMPANHA DE DOAÇÃO DE ALIMENTOS A SERVIDORES E CRITICA GOVERNO PEZÃO.






Pela segunda vez em menos de um ano, o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais do Rio (Muspe) organiza uma campanha de doação de alimentos e outros artigos, como itens de higiene, destinada a trabalhadores do estado que ainda não receberam o salário integral de abril e não têm previsão do pagamento dos vencimentos de maio e junho. A campanha, que terá quatro polos de doação e distribuição, três no Centro do Rio e um em Campos, procura atenuar a situação de mais de 200 mil servidores que podem ter os salários regularizados somente em setembro. Diferentemente do que ocorreu no Natal de 2016, a iniciativa, desta vez, não tem prazo de término, e permanecerá aberta enquanto os débitos do Estado com os servidores não forem quitados, garantem representantes do movimento.

Mesmo com a aprovação da lei do teto de gastos na Alerj, última contrapartida exigida pelo governo federal para incluir o Rio no plano de recuperação fiscal dos estados endividados, Pezão deu um prazo de até 60 dias para colocar os salários do funcionalismo em dia. Apesar de os servidores da Segurança e da Educação estarem recebendo os salários em dia, o presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro, Mesac Eflain, ressalta que o momento é de união entre todas as categorias do funcionalismo.


O presidente Associação dos Bombeiros Militares do Rio ainda relata que ouve com frequência em reuniões do Muspe casos de funcionários que estão em depressão ou pensam em deixar o funcionalismo público.- Tivemos uma reunião com o governador no dia 22 de junho, e o que ouvimos não foi nada animador. Esperar até setembro para ter os salários em dia é uma violência contra o servidor. O que tentamos com essa campanha é garantir o mínimo de dignidade a esses trabalhadores, que ainda não receberam integralmente os salários de abril e sequer têm previsão sobre os vencimentos de maio e junho - critica Mesac, que a exemplo dos demais servidores da Segurança, ainda espera receber o 13º salário do ano passado.


- O maior absurdo é que esse tipo de iniciativa seja necessária. Para aposentados e pensionistas, a situação é ainda mais crítica, pois são pessoas que trabalharam uma vida inteira e ainda precisam ter gastos extras com remédios. Enquanto houver servidores sem receber, a campanha continua - esclarece


O diretor-geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Rio de Janeiro (Sind-Justiça), Ramon Carrera, frisa que a crise do estado agravou a situação de atraso salarial ao longo de 2017, e que os servidores da Saúde e da Ciência e Tecnologia estão entre os mais atingidos pelo cenário de calamidade financeira do Rio.

- Os servidores do Judiciário permanecem com salários em dia devido aos arrestos da Justiça, mas não podemos ficar indiferentes ao que está acontecendo. Além das doações de alimentos e artigos de higiene, mantemos aberta uma conta onde a verba arrecadada é destinada para a compra de sacos para guardar as doações e artigos que costumam ser menos doados, como sal e açúcar.

Carrera também afirma que o sindicato estuda medidas para que os salários atrasados sejam pagos com correção monetária.


- Muitos servidores pegaram empréstimos para manter parte das contas em dia, e precisam ter alguma compensação financeira por esses atrasos. Estamos estudando o que pode ser feito, mas o mais importante, no momento, é que os vencimentos atrasados sejam colocados em dia o quanto antes.

Quem quiser ajudar a campanha pode entregar as contribuições de segunda a sexta-feira, a partir das 9h, em quatro polos. A distribuição das cestas ocorrerá às terças, quartas, sextas e sábados.

As doações podem ser feitas nas sedes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe), na Rua Evaristo da Veiga, 55, Centro; da Coligação dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro (Colpol), na Rua Sete de Setembro, 141, Centro; do Sind-Justiça, na Travessa do Paço, 23, Centro; e da Uniersidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), na Avenida Adalberto Lamego, 2000, em Campos.




Fonte:  O GLOBO



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