terça-feira, 4 de julho de 2017

Propina para Cabral chegava em carros-forte, Sérgio Cabral recebeu R$ 122 milhões







      O ex-governador do Rio Sérgio Cabral recebeu R$ 122 milhões em propinas através de transportadoras de valores. O dinheiro era entregue por empresários do setor de ônibus e levado em carros-forte das empresas Prosegur e da Trans Expert.

      “…. as empresas de ônibus possuíam ‘contas’ nas transportadoras de valores para custódia dos recursos arrecadados com
      passagens”, diz trecho da denúncia do Ministério Público Federal, que desencadeou a Operação Ponto Final nesta segunda (3).

      Desencadeada nesta segunda (3), a Operação Ponto Final tem como alvo empresários de transporte público carioca, que subornaram políticos, órgãos de fiscalização e o ex-governador.

      No total, o MPF afirma que foram movimentados ao menos R$ 260 milhões em propina. 

      Entre os presos estão o empresário Jacob Barata Filho, o ex-presidente do Detro, Rogério Onofre, e o presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros (Fetranspor), Lélis Teixeira.

      Mandados de prisão preventiva confirmados:


      Jacob Barata Filho, empresário do setor de transportes, suspeito de ter recebido R$ 23 milhões em propina (preso)

      Rogério Onofre, ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do RJ (Detro), suspeito de receber R$ 44 milhões (preso)

      Lélis Teixeira, presidente da Federação das Empresas de Transporte do RJ (Fetranspor), suspeito de receber R$ 1,57 milhões (preso)

      José Carlos Reis Lavoura, conselheiro da Fetranspor, suspeito de receber R$ 40 milhões (está em Portugal e a PF acionará a Interpol para inclusão na difusão vermelha)

      Marcelo Traça Gonçalves, presidente do sindicato de ônibus e apontado como realizador dos pagamentos (preso)

      João Augusto Morais Monteiro, sócio de Jacob Barata e presidente do conselho da Rio Ônibus, suspeito de receber R$ 23 milhões (preso)

      Cláudio Sá Garcia de Freitas (preso)
      Márcio Marques Pereira Miranda (preso)
      David Augusto da Câmara Sampaio (preso)

      Fontes:  VEJA / G1