sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Pezão gastou R$ 1,5 milhão em aluguel de jatos executivos em 2017

Valor é 29% maior que o gasto em 2016. Nova licitação, de R$ 2,5 milhões por ano, é R$ 1 milhão mais barata que contrato assinado por Cabral para uso de jatos em 2012.


Governador Luiz Fernando Pezão foi 22 vezes a Brasília em 2016, segundo o governo (Foto: Reprodução/TV Globo)


O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), gastou R$ 1,59 milhão em viagens de jatinho em 2017. É um aumento de 29% em relação ao R$ 1,2 milhão gasto em 2016, de acordo com levantamento feito pelo G1 no portal da transparência do Governo do RJ.

Segundo a assessoria do governador, as viagens são todas oficiais e o maior uso do transporte aéreo neste ano se deve às idas a Brasília (22 vezes) para negociar o plano de recuperação fiscal do estado com o governo federal, que ainda não foi homologado.

Os números se referem ao valor liquidado, ou seja, ao serviço que foi efetivamente prestado neste ano. Se considerar o que foi desembolsado, o valor aumenta para R$ 1,9 milhão, pois inclui restos a pagar de 2016.


R$ 116 mil por mês


Desde que assumiu o cargo em 2014, Pezão gastou em média R$ 116 mil por mês com viagens de jatinho. Os aviões são fornecidos pela empresa Líder Táxi Aéreo, que tem contrato atualmente com o governo do RJ.

O contrato em vigor foi assinado em 2012, na gestão Sérgio Cabral (PMDB). Previa o gasto de até R$ 3,4 milhões e tinha duração de um ano. Desde então, teve sete aditivos. O último foi publicado em maio deste ano para permitir gastos adicionais de R$ 568,8 mil.

Na última semana, foi lançada uma licitação no valor de até R$ 2,5 milhões para a contratação de uma empresa de táxi aéreo que irá servir o “chefe do Poder Executivo do estado”, ou seja, o governador.

Segundo o edital, que está sendo investigado pelo Ministério Público, a aeronave deve ter banheiro privativo independente da cabine de passageiros, poltronas giratórias para reuniões e altura mínima de cabine de 1,65 cm para acomodar os passageiros mais altos.

Deverá ser um avião a jato, com duas turbinas, com capacidade mínima de seis passageiros, além da tripulação. Também deve ter autonomia mínima de 3,5 horas de voo, sendo capaz de percorrer uma distância de 2,2 mil km para que seja possível ir do Rio ao Distrito Federal e as principais capitais.O que diz o governo?

Apesar de polêmico, em tempos de servidores com salários atrasados e uma crise financeira ainda sem solução, Pezão defende o uso de jatinhos e a nova licitação. De acordo com o governo do Rio, a maior parte dos estados brasileiros tem aeronave própria ou aluga táxi aéreo para transportar os governadores e suas equipes.

Em nota, a assessoria do governador afirmou que o aumento dos gastos “decorre da necessidade, em 2017, de 22 viagens do governador a Brasília para garantir a aprovação e aguardada homologação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que significa cerca de R$ 62 bilhões em três anos e que será crucial para o reequilíbrio fiscal do Estado do Rio de Janeiro”.

“Para garantir a aprovação do RRF, o governador e sua equipe tiveram que comparecer à Brasília para reuniões e negociações com a Presidência da República, ministros, senadores e deputados. O trabalho presencial do governador na Câmara dos deputados, por exemplo, garantiu a aprovação do RRF com 316 votos favoráveis”, completa.

Ressalva ainda que “o táxi aéreo é utilizado exclusivamente para compromissos de trabalho do governador e a equipe que o acompanha, nunca sendo utilizado para fins particulares”. Com relação ao edital lançado este mês, justifica que “o valor de R$ 2,5 milhões estipulado na licitação que será realizada pelo governo só poderá ser comparada a períodos anteriores ao final do contrato. Isso porque o valor máximo de R$ 2,5 milhões é um teto estabelecido, mas pode não ser atingido, a depender da necessidade de viagens. Ou seja, ao final, o gasto poderá ser bastante inferior”.



Fonte: G1

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