segunda-feira, 4 de setembro de 2017

No Senado, articulação pela volta do financiamento privado

Com o bombardeio ao fundo público pretendido pela Câmara, cresce no Senado articulação pela votação de proposta que traz novamente o financiamento privado às campanhas eleitorais. Há constrangimento entre senadores em defender publicamente a proposta.

Bauer

O que pensa o líder do PSDB, Paulo Bauer:

Há articulação no Senado pela votação de projeto com a volta do financiamento privado. O senhor concorda?


A decisão tomada pela Justiça eleitoral de eliminar a contribuição de empresas privadas foi oportuna e adequada. Já fizemos a eleição municipal sem contribuição de pessoa jurídica e,por isso, acho muito difícil a volta desse modelo. Há parlamentares que defendem que isso aconteça, mas com limitações, como a proibição de contribuições de empresas que participam de obras públicas.

Nessa circunstância, o senhor votaria a favor?

Talvez. Em princípio, sou contra. Mas há senadores que defendem essa proposta. Se tiver apoio da maioria, tem chance de ser aprovada. Mas tem de ser clara, muito expressa.

Há um projeto do senhor que acaba com a propaganda eleitoral. Seria caminho para melhorar o sistema?


A palavra propaganda eleitoral gratuita é mentirosa. Nunca foi gratuita. Toda vez que é veiculada, a empresa de comunicação calcula quanto deixou de faturar com a venda de comerciais e desconta valor na declaração de imposto de renda do ano seguinte. Cálculos da Receita indicam que o custo da propaganda eleitoral foi de R$3,4 bilhões, sem correção, nos últimos 12 anos. Com horário político partidário, certamente teremos valor total acima de R$ 7 bilhões. É um custo alto, que não tem contribuído com processo eleitoral no país. Há dois países no mundo com propaganda eleitoral gratuito: Brasil e México. Fazemos algo que mundo já aboliu. É mais salutar fortalecer os partidos pelo diálogo e por campanhas com gasto de sola de sapato, saliva e energia. Isso aproxima candidato e eleitor. Gera compromisso do eleito com eleitor. Programas eleitorais têm muita ficção e produção.





Fonte: O GLOBO

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