domingo, 8 de outubro de 2017

Oficiais presos e com atendimento VIP


Médicos do Corpo e Bombeiros do Rio são deslocados de hospital para ficar a disposição dos acautelados na GEP;

Em setembro, os bombeiros do Rio de Janeiro reclamaram das mordomias dispensadas aos oficiais da corporação presos na operação deflagrada pela Corregedoria Geral Unificada e Ministério Público do Estado (MPE), que investigou vendas de alvarás para estabelecimentos comerciais. Com a polêmica, os oficiais detidos foram transferidos do Quartel Central da corporação, no Centro, para o Grupamento Especial Prisional (GEP), em São Cristovão.

A denúncia da vez diz respeito ao deslocamento de médicos plantonistas do Hospital Aristarcho Pessoa (do CBMERJ) para o GEP, todos os dias, das 19h às 06h do dia seguinte. Segundo fontes ligadas à corporação, a mudança aconteceu logo após a transferência dos oficiais presos para o GEP. As mesmas fontes afirmam que com a mudança, “o hospital fica carente de médico durante toda a madrugada”.

Em nota, o CBMERJ informou que a presença de um plantonista no GEP à noite foi baseada em uma orientação do Ministério Público. A reportagem entrou em contato com o MPE, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

Servidores da instituição relembram que em 2011, durante o movimento dos bombeiros que teve repercussão internacional, em prol de melhores condições de trabalho e salários, 439 militares foram presos. Alguns foram levados para o Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, enquanto outros encaminhados para a Corregedoria da PM, em Niterói.

RELEMBRANDO O CASO

No dia 12 de setembro 34 bombeiros, entre eles oficiais, foram alvo de uma operação da Polícia e do Ministério Publico do Rio, criada para apurar um esquema de propina para liberação de licenças para estabelecimentos comerciais. As denúncias tiveram base em escutas telefônicas. No mesmo dia da operação, o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros no estado, coronel Ronaldo Alcântara, pediu exoneração do cargo ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

FONTE: PORTAL VIU