segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Delator diz que pagou a Pezão propina de R$ 4,8 milhões da Fetranspor

Nas planilhas entregue ao MPF, aparece o apelido Pé Grande, mas governador nega acusações


RIO — Um funcionário do doleiro Álvaro José Novis — apontado como operador do esquema de propina da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) e cuja delação deu origem à Operação Ponto final — afirmou ter pago R$ 4,8 milhões em propina para Luiz Fernando Pezão logo depois que ele assumiu o governo do estado. Na delação premiada, divulgada nesta segunda-feira pela TV Globo, Edimar Moreira Dantas entregou aos procuradores planilhas do doleiro em que há registro de cinco repasses de dinheiro ao apelido Pé Grande, que seria do governador. Pezão diz que não conhece Edimar e nega ter recebido propina.

Os pagamentos foram feitos de 22 de julho de 2014 a 8 de maio de 2015, quando Pezão já estava à frente do governo do Rio. Ele assumiu o cargo em abril de 2014, após a renúncia de Sérgio Cabral, e em 2015 tomou posse como governador eleito.

Edimar gerenciava uma conta criada exclusivamente para o pagamento de propinas. Segundo ele, o responsável por administrar o caixa dois da Fetranspor era o conselheiro da entidade José Carlos Lavouras, que repassava, normalmente, uma vez por mês, a programação de pagamentos a serem feitos. Ainda segundo o delator, o dinheiro para Pezão era entregue, a pedido de Lavoura, a um intermediário: Luís Carlos Vidal Barroso, assessor do governador. No depoimento, o delator explica que soube que os valores seriam destinados a Pezão por conta do apelido Pé Grande.

O delator contou ainda que os pagamentos foram feitos em vários endereços diferentes e que, nas vezes em que os valores foram entregues no Centro, os pagamentos foram na rua.

A Fetranspor informou que desconhece o teor de uma delação que se refere a fatos supostamente ocorridos antes da posse da atual administração e afirmou ainda que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

As defesas de Állvaro José Novis, José Carlos Lavouras e Luís Carlos Vidal Barroso não foram encontradas pela TV Globo para comentar as denúncias.

FONTE: O GLOBO

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