quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Pezão quer quitar salários atrasados de servidores até o fim de novembro

Pezão promete quitar salários de servidores em novembro


O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, pretende quitar os salários atrasados dos servidores até o fim de novembro. Em entrevista à rádio CBN, na manhã desta quinta-feira, o político afirmou que aguarda a liberação dos R$ 2,9 bilhões que serão emprestados ao estado pelo banco BNP Paribas, vencedor do leilão da Cedae, para acertar os pagamentos.

O valor do empréstimo será usado para quitar, integralmente, os salários atrasados deste ano, além do 13º salário de 2016. Segundo Pezão, serão necessários de 15 a 20 dias para solucionar as questões burocráticas que envolvem a liberação do dinheiro.


— Na próxima semana a gente começa a discussão do contrato com o banco e também com o Tesouro Nacional e o Ministério da Fazenda para obter o aval (do empréstimo). É um processo difícil e trabalhoso. Estamos correndo com todas as etapas. Trabalho com a data de 15 a 20 dias para a gente vencer toda a burocracia. Quero muito chegar ao fim de novembro com todos os salários em dia — afirmou o governador.

Questionado se o governo conseguirá honrar o pagamento do 13º salário de 2017, Pezão não deu garantias de que o fará ainda este ano. O governo conta com a antecipação de royalties futuros do petróleo para fazer este pagamento, segundo Pezão.

— Se porventura não sair, não passa dos dez, quinze dias de janeiro. Quero ver se pago pelo menos metade no dia 1º ou o valor integral logo. Pelas medidas que estamos tomando de obtenção de crédito e também de contenção de despesas e outras receitas que estão no nosso plano de recuperação fiscal, tenho certeza que 2018 será um ano em que não teremos mais esses atrasos. Queremos dar essa previsibilidade para o servidor público — diz Pezão.

O governador avaliou o leilão da Cedae como "dentro das expectativas", mas reconheceu que a insegurança jurídica atrapalhou o processo. O pregão estava marcado para o dia 24, mas sofreu adiamentos. Só na última terça-feira o presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (Rio de Janeiro e Espírito Santo), André Fontes, acolheu recurso da Procuradoria Geral do Estado e suspendeu os efeitos da liminar que impedia a realização do leilão.

— A insegurança jurídica atrapalhou muito. Tinha 11 bancos habilitados. Desde a habilitação, foram muitos conflitos, o que assusta os investidores. Claro que queríamos mais competição, mas já ter um vencedor nesse ambiente que foi criado, e com um valor da taxa de captação dentro das expectativas, é muito bom. Estamos muito felizes com esse resultado — disse.




Fonte:  EXTRA

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