terça-feira, 7 de novembro de 2017

Servidores a Segurança recusam reunião com o governo para tratar de ato desta quarta

Servidores da Segurança fizeram ato semelhantes em 2016


Os servidores que lideram as categorias vinculadas à Segurança Pública — polícia civil e militar, bombeiros, agentes penitenciários e do Degase — rejeitaram o convite feito pelo comando da Segurança do Estado para reunião na tarde desta terça-feira, às 16h, no Palácio Guanabara. Os sindicalistas apontaram que, em função do convite acontecer na véspera do ato marcado para esta quarta-feira, não há negociação com o governo capaz de desmobilizar as categorias de olho na mobilização agendada.

Os líderes reforçaram a pauta de reinvindicações, lembrando dos atrasos recorrentes nos salários mensais, da falta do pagamento do 13º salário e de pendências relativas a gratificações acumuladas desde 2015.

— É muita falta de respeito com todos os servidores. Porque não chamaram todas as categorias? Estão com medo da segurança? Estamos cansados de tantas datas e falsas promessas. Agora, às vésperas de uma grande manifestação, somos chamados para receber conselhos sobre o Ato? Avisem lá, que os vândalos estão presos em Benfica. Nós estamos reivindicando o fruto do nosso suor, sangue e trabalho. Chega de esperar — desabafou Mesac Eflaín, presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio (Abmerj)

Eles deixaram aberta a possibilidade negociar com o governador Luiz Fernando Pezão em outra data, após a realização do ato marcado para esta quarta-feira. O posicionamento oficial foi assinado por sete sindicatos.

— Estamos lutando para sermos respeitados há quase dois anos e na véspera de um grande e legítimo ato do MUSPE, somos chamados, às pressas, para ouvirmos as mesmas promessas que o governo divulga pela imprensa? Esperamos que o governador nos receba, não como favor, mas como respeito e consideração com os policiais que representamos, anunciando um cronograma com datas definidas para a regualização das muitas pendências financeiras, não queremos mais expectativas que nunca são confirmadas — afirmou Márcio Garcia, presidente Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio (Sindpol-RJ)

Confira a nota apresentada pelos servidores

NOTA OFICIAL DAS ENTIDADES DA SEGURANÇA PÚBLICA NO MUSPE


As entidades representativas dos servidores da segurança pública no MUSPE, legítimos representantes eleitos dos trabalhadores da PCERJ, CBMERJ, DEGASE e SEAP, informam que foram convidados na noite de ontem (06/11), para uma reunião que seria realizada na Secretaria da Casa Civil do Palácio Guanabara, nesta terça-feira (07/11/2017), às 16h, com o Secretário de Estado de Segurança, Delegado Roberto Sá, por intermediação do Comandante Geral da PMERJ, Cel. Wolney Dias.

Agradecemos o convite, porém, o declinamos para esta data, por ter sido proposto às vésperas do ato convocado pelo MUSPE para amanhã (08/11/2017), às 13 horas, na ALERJ, onde reafirmamos nosso compromisso com o movimento unificado, não vislumbrando nada que poderia ser anunciado nesse encontro que ocorreria na data de hoje que influencie na programação anunciada, com muita antecedência, para amanhã.

Estamos há quase dois anos lutando arduamente pelos nossos direitos que têm sido sistematicamente atacados pelo atual governo estadual, não sendo numa reunião marcada às pressas, da noite para o dia, sem planejamento, sem pauta, interrompendo os preparativos de um ato legítimo, amplamente divulgado há semanas, que resolveríamos os graves problemas enfrentados pelos servidores da segurança pública, principalmente quanto a falta de pagamento regular de nossas verbas alimentares, sem perspectivas do anúncio para o estabelecimento de um calendário previsível de salários, incluindo as dívidas do 13° salário de 2016 e 2017, horas extras (RAS), gratificações do SIM e PROG, regularização das promoções/progressões (obrigando algumas categorias a buscar o socorro no poder judiciário) e convocação dos concursados aprovados.

Estamos dispostos a dialogar diretamente com o chefe do poder executivo, em encontro posterior ao ato de amanhã, tendo em vista que somente o Governador tem a responsabilidade legal e moral de resolver definitivamente a questão, bem como o poder de tomar uma decisão política que envolva a priorização na aplicação de recursos financeiros para investimento nos servidores públicos, o maior capital deste Estado.

Rio de Janeiro, RJ, terça-feira, 07 de novembro de 2017.

ABMERJ
Mesac Eflaim

APERJ
Denise Rivera

APPOL-RJ 
Marco Antônio

COLPOL-RJ
Fábio Neira

SIND-Degase
João Rodrigues

SINDPOL-RJ
Marcio Garcia

SIND-Sistema
Gutembergue de Oliveira




Fonte: EXTRA

3 comentários:

  1. Complicado..
    Segurança Publica é Dever do Estado ( governo em geral e seus representantes: Vereadores, Deputados, Prefeito, Governador, Legislativo, Executivo e Judiciário, etc..), direito e RESPONSABILIDADE de TODOS!!! Segundo a Constituição Federal, porém todos os Três Poderes lavam as mãos! !!
    Saúde , Educação e a Segurança estão doentes!!!
    E o Estado que decretou Calamidade Pública está tendo que cumprir todos os requisitos normais de uma operação de empréstimo , além de já está realizando todas as contrapartidas ?
    Contrapartidas só quem está sofrendo mesmo somos nós Servidores Públicos e a Segurança Pública ( principalmente a PMERJ , pagando com a própria vida!!!
    Os Servidores é que estão calamitosos!!!
    Os Cabinetes continuam com o mesmo luxo e mordomia de Serginho Cabral com tendo até Ministro como advogado! !!
    # FORÇA & HONRA

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  2. Governador Pezão disse em entrevista à Rádio Tupi hoje que é a primeira vez que ele faz esta operação financeira...mas,quantas assinaturas ele deu , quando era Secretário de Obras de Cabral , para que pela primeira vez o Servidor Público do Estado trabalhando passasse fome e morresse tanto quanto neste Desgoverno dele?
    Pra nós Servidores não é a Primeira vez no Governo dele que estamos ameaçados de receber os nosso vencimentos e os 13° acumulados!!! depois de tanto roubo ...São quase 2 anos nesta agunia e não a PRIMEIRA VEZ COMO ELE DISSE SOBRE O EMPRÉSTIMO!!
    POR QUE TANTO QUESTIONAMENTO E IMPEDIMENTO, SE FOI DRECRETADO O ESTADO DE CALAMIDADE FINANCEIRA E ACEITO PELA UNIÃO EM BRASÍLIA???
    NÃO FAZ NENHUM SENTIDO TANTO IMPEDIMENTO?
    ESTAMOS SENDO ENGANADOS!!!!

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  3. Calamidade financeira só para honrar o compromisso com os os Servidores?
    Porq tanta exigência para um empréstimo já aprovado e com aval da União? ?
    O que significa calamidade pública afinal?
    É matar Servidores de fome?

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