segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Sindicalistas em protesto contra Previdência esperam deputados no Aeroporto de Brasília

No Rio, Santos Dumont também teve manifestação



Trabalhadores ligados às centrais sindicais protestam contra a reforma da Previdência na área de desembarque do Aeroporto de Brasília à espera de deputados. Fazendo muito barulho eles gritam "se for votar ( a favor da reforma) não vai voltar" ao mandato. Poucos parlamentares passaram pelo local. Segundo organizadores, os deputados foram informados do ato e estão saindo por um outro portão.

O diretor da Central Sindical Popular (CSP) David Lobão disse que serão realizadas manifestações em todo país.

— Nós deixamos bem claro aos deputados que não concordamos, não queremos a reforma da Previdência que acaba de vez com os direitos da classe dos trabalhadores, do povo pobre que está próximo a se aposentar. Estamos pressionando os deputados e vamos fazer isso até o dia 19 — disse Lobão.

De acordo com o sindicalista, está marcada para o dia 19 de fevereiro, véspera da votação da reforma da Previdência na Câmara, uma paralisação geral. A convocação está sendo feita em conjunto com a CUT e as demais centrais sindicais.

O ato no Aeroporto de Brasília pacífico. Os trabalhadores também estenderam faixas reforçando o recado: “Se votar pela reforma da Previdência, não volta!” e “Aprovar a PEC 287/16 e trair dos trabalhadores. Não à reforma da Previdência”.

No aeroporto Santos Dumont, o movimento Frente Rio coordenou uma mobilização contra a reforma da Previdência desde o início da manhã. Segundo informações dos organizadores, 30 pessoas participaram do ato.

A mobilização tem como objetivo principal pressionar parlamentares a votarem contra a proposta do governo.

— Estamos aqui para convencer os deputados indecisos a votarem contra o texto da reforma, e também para informar a população — explicou José Carlos Arruda, coordenador da Frente Rio/SindJustiça.

O grupo pontua que não tem como objetivo atrapalhar o fluxo do aeroporto. O local foi escolhido para que eles conseguissem encontrar os deputados, que voltam a Brasília hoje para retornarem aos seus postos.


No local, são distribuídos panfletos e adesivos. Além disso, há um carro de som que toca uma marchinha de Carnaval contra a reforma circulando nos arredores do Santos Dumont. O grupo carioca planeja outros atos durante os dias de folia.

— Planejamos grandes atos dentro dos blocos de Carnaval. Queremos aproveitar que as pessoas estão nas ruas para que consigamos mobilizar o maior número de pessoas contra essa reforma — adiantou Arruda.

O movimento Frente Rio surgiu em 25 de janeiro, após a reunião de mais de cem grupos sociais. Atualmente, o grupo é composto por 60 entidades, entre sindicatos e movimentos estudantis, e tem como objetivo a luta contra o texto da reforma da Previdência.




Fonte:  O GLOBO

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