sexta-feira, 30 de março de 2018

A Páscoa liberta !



Israel, estava submisso a Roma, que era governada pelo Imperador Caesar Augustus, que pela distância, não se fazia Presente em Jerusalém, nomeou então, um "Rei" para os Judeus: Herodes, o Grande. Que tinha certa liberdade, mas devia ser leal a Roma, coletar impostos e manter a ORDEM que já se mostrava ameaçada pelas lutas internas.

Herodes, tinha grande capacidade, fez muitas obras e deu um toque esplendoroso ao Templo. Porém, foi terrível na Opressão ao Povo, mandou matar todas as crianças abaixo de 2 anos de Idade, limitou e restringiu o papel do Sumo sacerdote, criando o cargo de "Sacerdote Comissionado", em seu governo, nomeou e depôs sete sacerdotes, cargos considerados vitalícios, anteriormente.

Após a sua morte, as Revoltas Populares cresceram tanto, que Roma precisou fazer uma intervenção militar, e na tentativa de aplacar as rebeliões, mandou crucificar duas mil pessoas numa única ocasião.

Com a diminuição das rebeliões, Roma dividiu a região em 4 áreas: Galiléia e Peréia ficaram com Herodes Antipas; Felipe recebeu a região à nordeste do Jordão; Arquelau ficou com a Judéia e a Samaria. No ano 6 depois de Cristo Roma tirou Arquelau do poder e começou a comandar sua parte de território com governantes mandados de Roma, como era Pôncio Pilatos, quando Jesus morreu.

Nos tempos de Cristo, este grande império controlava regiões praticamente em todo o mundo conhecido da época. O poder político, bélico, econômico e cultural dos romanos exercia influência sobre todas as suas colônias. Elas deviam sempre se curvar diante de César. 

Mesmo assim, Jesus inicia seu ministério com curas e maravilhas, e pregando para TODAS AS CLASSES, confrontava valores profundamente arraigados na cultura,muitos são os episódios que Jesus repreende o comportamento hipócrita dos Fariseus e Saduceus, pregando a humanidade e o amor ao próximo, como chave para um governo bem sucedido.

Certa vez, disse a Tiago e João: "Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam’”.

Governantes que dominam e não governam. Governantes que eram servidos e não servidores. Governantes que buscavam reconhecimento e glória para si mesmos. Jesus compara o modelo de governo que Tiago e João pensavam acerca do Reino de Deus como extensão do modelo dominador do Império Romano. Então, Jesus diz: “Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês, deverá servir ao próximo."

Jesus, simplesmente inverteu a lógica de como os governos eram exercidos. Aqueles que governam devem governar para o serviço e não para serem servidos. 

Esse discurso o levou a morte, a condenação : "Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes 'Comissionados' e os guardas começaram a gritar: “Crucifica-o! Crucifica-o!” Pilatos respondeu: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum”. Os judeus responderam: “Nós temos uma Lei, e, segundo essa Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”...

Por causa disto, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”...

Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram.

Mas ao Terceiro dia, o Domingo de Páscoa, Ele, Jesus Cristo Ressuscitou !!!

E para nos encorajar a viver lutando por nossos direitos, e a confrontar toda forma de opressão e injustiças, O sepulcro vazio e os panos de linho no chão mostram por si mesmos que o corpo de Cristo escapou das correntes da morte e da corrupção, pelo poder de Deus. Que essa Páscoa nos encoraje a continuar lutando pela libertação do nosso povo, pela renovação do modelo de governo e pela transformação que cada uma e cada um de nós, precisamos.




Feliz Páscoa !




Abmerj, Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro.




Mesac Eflain,
 presidente

Mara Souza, 
Secretária

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