segunda-feira, 16 de julho de 2018

GSE PEDE SOCORRO !!!


O Grupamento de Socorro de Emergência (GSE) parece que está perto do fim. O grupamento que antes era respeitado por toda tropa e conhecido nacionalmente como um pioneiro em atendimento pré hospitalar hoje resume-se a um apêndice da DGS. 

Já comandando pelo saudoso Cel Caneti, Cel Suarez, Cel Luiz Mauricio hoje é comandando por uma coronel que tem a popularidade menor que Michel Temer e que recusa a atender seus comandados. Comandante esta que nunca foi exemplo e consegue o respeito da tropa com ameaças de transferência e punições numa dosimetria diferente de qualquer grupamento.

Dos 753 médicos ativos na corporação apenas 230 estão no GSE. Isso mesmo hoje temos mais médicos cuidando da tropa do que cuidando dos contribuintes. São 580 médicos ativos fora da ambulância que deixam de atender a população. 

Os absurdos não param por aí. Dos 230 médicos lotados no GSE apenas 173 estão nas Ambulâncias (ASE) os outros 57 supervisionam. Isso mesmo cada 3 médicos na ambulância temos um “supervisionando” no expediente. Ainda auxiliados por praças e oficiais enfermeiros que poderiam estar nas ambulâncias atendendo a população.

Esses poucos médicos que estão da ambulância (20% do total de médicos ativos) sangram. Estão proibidos de gozar férias e licenças. Não podem se ausentar do estado e do país. Tem suas permutas restritas. Fazem em média 8 plantões por mês. Viraram motivo de “pena “na tropa.

Ficar doente nem pensar. São ameaçados de cumprir expediente integral (seg a sexta) na sede do GSE.

As punições absurdas são motivos de estranheza até entre os mais rigorosos combatentes. Enquanto QOC são apenas repreendidos por transgressões absurdas. No GSE uma simples permuta de plantão que não trouxe nenhum transtorno ao serviço são punidas com 3 dias de detenção. Um coordenador regional, antes respeitado, chegou a ser punido pela comandante num caso que antigamente seria resolvido numa boa conversa.

Antes os médicos do GSE tinham orgulho do seu grupamento. Almejavam o oficialato superior. Hoje todos “catam” qualquer mês a ser averbado para poder reformar o quanto antes mesmo ainda capitão.

Chegar a oficial superior ..... ahahah... deixa isso para o pessoal do expediente que fazem parte da ADA (amigos dos amigos). Antigamente os promovidos por mérito eram os bravos guerreiros da “ponta” que colocavam suas vidas em risco para salvar vidas. Hoje apenas os oficiais do expediente que estão próximo ao comando.

Os absurdos não param por aí. Os oficiais médicos que fazem até 8 serviços no mês , colocam sua vida em risco socorrendo em locais de risco ,comunidades dominadas por traficantes, expostos a HIV, tuberculose, meningite, hepatite ... não possuem nenhuma gratificação especial . Portanto os militares do expediente que não dormem em quartel, não se expõem, não entram em contato com material biológico, possuem férias, não trabalham sábado, domingo e feriados, recebem o mesmo salário. 

Ver o antigo e famoso GSE ser usado como SAMU na capital para atender vontade política dói no peito e nos faz chorar. Aqueles guerreiros que ao bradar saiam como uma flecha em direção a ASE porque sabiam que iriam para um socorro de verdade. Hoje saem cabisbaixos, pois sabem que irão atender mais um evento mal regulado pelo COGS. Como dizem os combatentes o GSE na capital virou SAMUBER.

Espero que esse texto chegue ao General Braga Neto, pois não tenho mais esperança. Como queria 15 min de prosa com o general ou com o Cel Robadey. 

Infelizmente somos obrigados a ficar no anonimato, pois seria severamente punido e transferido por querer apenas o melhor para o meu GSE.



Fonte:  Texto recebido por e-mail.