sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Metade dos deputados presos pela Furna da Onça se reelegeu

André Corrêa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB) estão entre os detidos

Cinco dos dez deputados estaduais presos na manhã desta quinta (8), na operação Furna da Onça, conseguiram se reeleger para a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), nas últimas eleições. Três já estavam presos (Edson Albertassi, Jorge Picciani e Paulo Melo), e outros dois concorreram, mas não conseguiram a vaga – Coronel Jairo (MDB) e Marcelo Simão (PP).

Os que se reelegeram foram André Corrêa (DEM), que era cotado para assumir a presidência da Casa, Chiquinho da Mangueira (PSC), Luiz Martins (PDT), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB).

Sétimo parlamentar mais bem votado, André Corrêa, ao chegar à sede da Polícia Federal, ontem, disse que mantém sua candidatura à presidência da Casa. "Quem não deve não teme", afirmou.

Procurada pela reportagem, a Casa não emitiu uma resposta oficial sobre o assunto. A assessoria do TRE-RJ (Tribunal Regional do Rio de Janeiro) se limitou a informar que os deputados foram reeleitos. "Qualquer ação tem que ser proposta pelo Ministério Público. Se eles entenderem que tem alguma implicação eleitoral, eles têm que propor uma ação que vai ser julgada pela Justiça Eleitoral", explicou o órgão.

Já a assessoria do MPF (Ministério Público Federal) não soube informar sobre a permanência dos deputados na Casa. Informou apenas que precisavam apurar a questão não só com procuradores da área criminal, mas também da área eleitoral. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno.
Detalhes da operação

A operação é um desdobramento da Cadeia Velha, responsável por prender Picciani, Albertassi e Melo, em novembro de 2017. 

Segundo investigações, o "mensalinho" era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais. Além de envolver propinas em dinheiro, o esquema também usava loteamento de cargos públicos como moeda de troca. 

Segundo a procuradora Renata Ribeiro Baptista, empresas de terceirização de mão de obra ganhavam contratos do Estado e tinham que contratar os indicados dos deputados envolvidos.
Foram registradas 30 transações para André Correa no valor de R$ 2,8 milhões. Picciani, por sua vez, recebeu R$ 900 mil quando sequer era parlamentar. Paulo Melo levou mais de R$ 15 milhões.

FONTE: DESTAK

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