quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Após cabeça d'água em Itatiaia, falta de sinalização nas cachoeiras chama atenção de moradores

Fenômeno deixou duas pessoas mortas no domingo (20).

Moradores de Itatiaia, no Sul do Rio de Janeiro, reclamam da falta de sinalização alertando a possibilidade de um acidente envolvendo cabeça d’água, como aconteceu no final da tarde do último domingo (20), no Paraíso Perdido, em que duas pessoas morreram após uma enxurrada atingir a cachoeira.

Logo na entrada da localidade, existe uma placa alertando que não há salva vidas. Ela avisa também que o rio Campo Belo — onde aconteceu o fenômeno — é sujeito a cheias repentinas, com pedras escorregadias e perigo para saltos. Em um trecho do local foi encontrado apenas este alerta. As outras estão a uma distância de mais de 1 km, exatamente onde os banhistas foram surpreendidos pela cheia do rio.

O jornalista, Marcelo Ramos Almeida, frequenta o local e viu quando tudo aconteceu. Ele acredita que um reforço na orientação aos banhistas poderia evitar acidentes. “Deveria ter uma sirene lá no alto avisando as pessoas para sair, porque aqui fica lotado”, afirmou.

Segundo o Coronel do Corpo de Bombeiros, Wesley Brasil, pela região ser uma área extensa, dificulta o trabalho de orientação. “É impossível a questão de salva vidas e fiscalização em uma região imensa como a nossa, de cachoeiras e parques. Essa situação é uma fatalidade. É difícil prever o momento exato que o acidente natural vai acontecer”.

Fiscalização e sinalização

Por conta de situações de risco, os banhos em rios e cachoeiras se tornam muito perigosos, principalmente no verão, quando são comuns as tempestades. De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Itatiaia, Valdair do Nascimento, a sinalização é feita mediante placas de orientação aos banhistas e o órgão tem dado dicas através da televisão, site da prefeitura e outdoors.

Valdair informou ainda que alguns sinais visíveis podem ser notados quando há um indício de cabeça d’água: presença de muito galhos e folhas enquanto desce a correnteza e quando a tonalidade da água fica mais escura de forma repentina. Além disso, o coordenador informou que o projeto de sirene depende não somente do Governo Municipal, como também dos Governos Estadual e Federal.

FONTE: G1